December 2011
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“Mudei, mudei muito. Às vezes sinto a minha falta, mas outras vezes acho que foi um alívio.”
“A gente precisa se incomodar menos. Tem tanta coisa bonita pra gente viver, aprender. Me choco com as coisas que ainda não sei. Quero ler mais livros. Escutar mais músicas. Assistir mais filmes. Quero ter menos preguiça, sentar mais no chão, correr mais pelo parque. Sabe, essas coisas fazem com que eu me sinta livre. Acho ruim a gente ter que se aprisionar. Quero sair de noite, caminhar sem...
“A verdade é que quando você volta, eu mando você ir embora de novo. E quando você vai embora, eu quero que você volte mais uma vez. É que quando você volta, eu me lembro que as coisas nunca vão ser do jeito que eu queria, e aí eu tenho certeza que se for assim eu fico melhor sozinha. E quando você vai embora de novo, eu me lembro que eu prefiro te ter pelo menos por perto do que não te ter...
“Eu me engano mesmo é no ponto final. Sempre leio...
Escrevi mas não mandei.
Aí eu me peguei sendo idiota com ele, dando cortes e fazendo tudo para o afastar. E quando ele foi, eu quis de volta. Mas, afinal, não era isso que eu queria? Que ele se afastasse e me deixasse de vez? Não. Acho que eu só precisava que ele insistisse um pouco em mim, apesar de tudo. Queria saber se os seus sentimentos eram reais. E eu achei que aprenderia uma lição, mas não. Ainda não sei se...
“Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice. Paixão termina, amor não. Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa.”
“O amor de Deus por nós é aquele amor que olha para o fundo de nossa alma e é capaz de enxergar que ainda valemos a pena, apesar de nós mesmos já estarmos convencidos do contrário.”
Fico quieto. Primeiro que paixão deve ser coisa discreta, calada, centrada. Se você começa a espalhar aos sete ventos, crau, dá errado. Isso porque ao contar a gente tem a tendência a, digamos, “embonitar” a coisa, e portanto distanciar-se dela, apaixonando-se mais pelo supor-se apaixonado do que pelo objeto da paixão propriamente dito.
As pessoas andam banalizando as coisas. Não sei se por carência ou necessidade...
– Clarissa Côrrea (via versos-incertos)